
SÃO PAULO – A CEF (Caixa Econômica Federal) deve securitizar parte de sua carteira de crédito imobiliário no segundo semestre deste ano, porém, por força de regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o banco não pode dar detalhes da operação.
A securitização nada mais é do que um processo através do qual uma variedade de ativos financeiros ou não-financeiros (ativos-base) é "empacotada" na forma de títulos que podem ser vendidos aos investidores.
De acordo com a CEF, os motivos para a operação seriam construir um modelo operacional e testar o mercado.
Falta de recursos
A securitização é uma importante fonte de captação de recursos para o setor privado, o que se faz necessário tendo em vista o cenário para o crédito imobiliário no Brasil, que tem perspectiva de falta de recursos no médio prazo.
Hoje, as principais fontes de recursos para o crédito imobiliário no Brasil são a poupança, por meio do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
“A Caixa não enfrenta dificuldade de funding – SBPE e FGTS – para dar vazão à atual demanda por crédito imobiliário. O que estamos pensando é no futuro, com vistas a desenvolver fontes alternativas e complementares aos atuais créditos direcionados”, diz o banco, em nota.
Por: Flávia Furlan Nunes
InfoMoney
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